sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

História de Viagem - Jerusalém: a cidade da paz

"Chegamos!", disse o motorista do táxi que nos levou de Tel Aviv até Jerusalém. Desembarcamos bem em frente de Jaffa Gate, um dos sete portões das muralhas que cercam a Velha Jerusalém. Rapidamente cruzamos os muros e andamos por uma viela, em meio ao mercado árabe. Uma porta estreita dava acesso ao albergue escolhido para ser nossa base para as visitas nas regiões e cidades mais próximas: Jericó, Qumram, Belém, Massada, Mar Morto e muitas outras. Ficamos hospedados no andar mais alto, acompanhados de outros viajantes estrangeiros - europeus em sua maioria.

A visão da Cidade da Paz, (Yerushalaim), para os judeus, ou A Santa (El Kuds) para os árabes, era estonteante. No momento em que se ouvia os "cantos", isto é, as "orações muçulmanas", através dos alto-falantes espalhados em todas as ruas, criava-se um clima interessante e exótico. Repleta de igrejas cristãs, mesquitas e sinagogas, Jerusalém é uma cidade cheia de contrastes, bem diferente daquilo que se possa imaginar.

Em suas ruas encontram-se: judeus ortodoxos de chapéus e roupas pretas e de todas as facções; muçulmanos sunitas ou xiitas de barba longa com touca branca na cabeça; católicos fervorosos; cristãos armênios; coptos; etíopes; drusos; protestantes de várias igrejas; ortodoxos russos e gregos; testemunhas de Jeová.Cada qual com sua religião, seus costumes, idiomas e hábitos.

Pedras Sagradas

Tido pelos judeus como o lugar mais sagrado do mundo, o Muro das Lamentações é a única parte que sobrou do antigo templo de Salomão, o Justo. Desse lado, os judeus rezam de frente para o muro, do outro, as orações são dos árabes, onde se encontram a Mesquita de El-Aqsa e o Domo da Rocha - santuários muçulmanos. Os homens e as mulheres não podem orar juntos e são separados por uma grade de pouco mais de um metro de altura. Nós não sabíamos disso e a Valesca foi entrando junto comigo no lado reservado aos homens. Um judeu, sem a educação e compreensão que lhe deveria ser característica por
sermos turistas, veio, de forma arrogante, gritando feito uma gralha, nos advertir. É claro que, dessa forma, não entendíamos o que ele queria dizer. Até que percebeu que gritando não adiantava nada e baixou seu tom de voz. Assim, compreendemos o que ele queria avisar: - mulheres não podem entrar por aí, disse em inglês, num forte sotaque hebraico.

Passado o incidente, coloquei o solidéu, o chapeuzinho dos judeus, que era obrigatório,e fui para perto do muro. Notei que ele estava repleto de pequenos bilhetes dobrados, depositados nas frestas das pedras. Faz parte da tradição escrever uma prece a Deus e depositá-la entre as frestas.


A Via-Crúcis
 
Na parte da tarde, nos dirigimos à Via Dolorosa e os lugares onde Jesus sofreu a flagelação e condenação, que se situam na parte árabe. Com indicações de placas "Via Dolorosa", demoramos algum tempo até conseguir completar, passo a passo, todo o percurso que Jesus de Nazaré fez, do julgamento à crucificação. Na hora, percebemos que nenhum livro poderia se comparar a Bíblia como Guia para a história e geografia da Terra Santa.

Embora os estudiosos não tenham a certeza quanto à localização exata do Monte Calvário, onde Jesus teria sido morto e crucificado, é inevitável sentir-se imbuído com o clima misturado de história, religião, ciência e mistério. Foi naquele local que assistimos a uma missa em latim. A emoção estampada nos rostos dos fiéis e o clicar de máquinas fotográficas tornaram o momento inesquecível.

Conhecer Jerusalém não é uma tarefa fácil, são tantos os pontos interessantes que é impossível descrevê-la num só texto e estas linhas servem apenas como um leve vislumbre do que é essa histórica cidade.

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Nota : Este texto reflete fielmente os fatos quando publicado, entretanto, alguns de seus dados podem ter sido alterado com o tempo. Certifique-se de obter informações atualizadas por outras fontes antes de tomar este texto como referência.
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