quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

História de Viagem - Os Guardiões dos Mares

Construídos para orientar os navegadores,
os fachos de luz lançados pelos faróis
indicam o caminho das águas

Farol de Santa Marta - Santa Catarina. Foto: Levis Litz

Quando se viaja pelo litoral do Brasil, um dos pontos mais interessantes onde se escortina a vista panorâmica mais completa e fascinante, encontramos um farol. Belos e soberanos, colocados em lugares estratégicos, seu esforço heróico para manter a chama acesa noite adentro foi sendo lentamente sufocado pela tecnologia.

Das fogueiras, vieram as lanternas. Depois, surgiu o primeiro grande farol da História em 3 a.C, na Ilha de Pharos, na baía de Alexandria, nos limites do Rio Nilo, Egito. Valesca e eu estivemos ali, mas nada havia, pois afinal ele acabou sendo destruído por um terremoto em 1343.

Farol em Fortaleza. Foto: Levis Litz
 O Brasil, a partir de 1850, passou a contar com tecnologia francesa para seus faróis. Um equipamento projetado pelo francês Augustin Fresnel, em 1822, cujo sistema de lentes de cristal era capaz de concentrar os raios luminosos em fachos superpotentes.

Atualmente, cada farol emite um sinal de cor, número e intervalo de piscadas diferentes. Não há dois faróis iguais no país. Tecnologias de navegação via satélite poderiam abolir os faróis, mas, no mar, acima de qualquer avanço tecnológico, os faróis resistem como símbolos de um certo romantismo. É a luz de segurança para as pequenas embarcações que navegam em nossa costa e ponto de parada para os viajantes em terra.

Entre o sinúmeros faróis que o litoral do Brasil possui, destacam-se vários: no Paraná há o Farol das Conchas, na Ilha do Mel, que foi também cenário do filme brasileiro "A Ostra e o Vento", estrelado pelo ator Lima Duarte. Todo feito de ferro fundido, o Farol foi construído em 1872 na época de D. Pedro II. Mantido pela marinha, ainda cumpre a missão de orientar os navegadores que cruzam a Baía de Paranaguá.

Em Santa Catarina, há o Farol de Santa Marta (Laguna - SC), um farol imponente, sua escadaria de 142 degraus leva até o alto da torre, de 29 metros de altura. Construído por franceses em 1891, ainda mantém as lentes originais que ampliam os lampejos de luz que chegam a alcançar 92 quilômetros de distância para orientar os navios que se aproximam do Cabo de Santa Marta.

Farol no Morro dos Conventos - Araranguá, SC.
Foto: Levis Litz
No norte do Rio Grande do Sul, em Torres, encontramos o Farol Torres, construído em 1952, de 46 metros de altura. Do morro onde está, parece um vigia atento que observa as praias extensas, com dunas e lagoas. Já no extremo sul, no marco divisório entre o Brasil e o Uruguai, há a Barra do Chuí, onde desemboca um arroio com o mesmo nome guarnecido pelo último sentinela brasileiro, o Farol do Chuí, de 30 metros de altura, construído em 1910.

Existem, ainda, outros faróis na costa sul, como o Farol do Morro dos Conventos (SC) e o Farol da Solidão (RS) que dominam a paisagem e sinalizam a magia. Vale a pena admirá-los quando nos encontramos com eles. Cercados pela natureza bruta, são verdadeiras testemunhas de histórias de aventureiros que viajam pelos mares ou pelas areias que os cercam.

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Curiosidade: o mais famoso farol do mundo, considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo, é o Farol de Alexandria, construído por Alexandre, o Grande, conquistador macedônio. Construído no Egito, no século III a.C., foi estruído por um terremoto, no século XIV. No Brasil, o mais antigo é o Farol da Barra, construído em 1698, é o símbolo da cidade de Salvador. O farol mais alto do mundo é o Yokohama, no Japão, com 106 metros. O mais alto do Brasil fica em Touros, no Rio Grande do Norte, é o Calcanhar, com 63 metros.

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Nota : Este texto reflete fielmente os fatos quando publicado, entretanto, alguns de seus dados podem ter sido alterado com o tempo. Certifique-se de obter informações atualizadas por outras fontes antes de tomar este texto como referência.
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